Na hora de acertar as contas com o Imposto de Renda, é necessário planejamento para não se esquecer de nenhuma informação importante, por isso, nesta hora a pressa pode ser sua pior inimiga. Para evitar deslizes, tenha controle e organização, isso pode evitar futuros problemas com a receita.
“Ao contrário do que muitos imaginam, ser alvo de análises mais criteriosas do Governo pode acontecer com qualquer um. Por isso, redobrar sua atenção, já que se retratar sobre esse assunto não é tarefa fácil”, explica Dora Ramos, diretora da Fharos Assessoria Empresarial . Só em 2009, cerca de um milhão de brasileiros caíram na malha fina, o número é assustador e muito superior ao de 2008, em que 361.000 contribuintes tiveram as suas declarações retidas. Os principais motivos que levaram os contribuintes a cair na malha fina no ano passado foram: omissão de receitas, divergência de valores e informações sobre despesas médicas.
Nesse processo de otimizar a declaração, o contribuinte deve resgatar todos seus comprovantes mais importantes sobre suas despesas realizadas ao longo do ano. Pagamentos a profissionais da área médica, advogados, aquisições de bens efetuados e os valores recebidos como prêmio ou crédito pela utilização da Nota Fiscal Paulista devem constar na declaração. Para Dora Ramos, é importante não se esquecer também que qualquer pessoa que realizou uma transação com você pode declarar um pagamento ou recebimento de alguma importância. “Nesses casos, se os dados não estiverem alinhados, a Receita Federal irá investigar os motivos dessa irregularidade. Vale ressaltar que, com os avanços tecnológicos, ficou ainda mais fácil para o Governo acompanhar as transações comerciais realizadas no país”, afirma ela.
É importante prestar atenção nos menores detalhes da sua declaração de imposto de renda, pois irregularidades podem transformar um simples pagamento em prejuízo na hora do acerto de contas com o Leão. Se por algum descuido o contribuinte cair na Malha Fina, é preciso estar preparado para a declaração retificadora ou para conceder explicações a Receita Federal nos próximos cinco anos.

