Caso seja utilizado de forma equilibrada, o cartão de crédito pode se tornar um aliado em relação a finanças de uma família, ao invés de um grande vilão, relata Antonio De Julio, especialista em desenvolvimento financeiro e pessoal do Moneyfit. Para ele, é preciso que cada brasileiro crie e mantenha novos comportamentos em relação ao uso consciente do dinheiro, pois hoje, ainda é possível encontrar muitas pessoas que acham chato lidar com o dinheiro e preferem deixar tudo nas mãos de outras pessoas.
Para ajudar no dia a dia sobre o uso consciente do cartão de crédito, abaixo seguem algumas dicas:
1 - Procure ter um único cartão de crédito na família. Além do controle dos gastos ficar mais fácil, mais bônus de recompensas como milhas ou troca por produtos serão acumulados usando-se um único cartão.
2 - Antes de escolher o seu cartão, conheça as vantagens que ele pode oferecer como descontos em cinemas, eventos esportivos ou os programas de acúmulo de pontos. É uma forma de usá-lo para economizar.
3 - O cartão de crédito tem uma coisa interessante que se chama EXTRATO. Dificilmente fazemos um controle do destino do dinheiro que sacamos do caixa eletrônico, e esse dinheiro faz uma grande diferença no orçamento no final do mês. Com o cartão, qualquer gasto efetuado vai para o extrato. Se fizermos um controle semanal, ou até mesmo 2 vezes por semana desse extrato, o que é rápido, tranquilo e cômodo com o Internet Banking, temos um controle financeiro prontinho, sem ter que anotar nada em nossas mãos. Muitas pessoas pagam até o pão na padaria com cartão de crédito. Sabendo usar e controlar, não tem problema algum.
4 - Tenha um limite do cartão compatível com sua renda. Um cartão com um limite alto é como dar uma Ferrari a um aluno que acabou de sair da auto-escola. A probabilidade de acidente é muito alta.
5 – Ao usar o cartão, lembre-se: “um dia a conta chega”, principalmente quando compramos próximo ao vencimento e o gasto vai para o mês seguinte.
6 - Procure não fazer parcelamentos muito longos. Parcelas longas dão a sensação de “preços curtos”, o que não é verdade. Comerciantes usam e abusam dessa técnica para aumentar o preço de seus produtos.
